Albergue dos Danados






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telepopmusik - love can damage your health


Podemos apaixonar-nos pelo autor de determinado blog?
Só posso comparar esta situação quando num livro,
nos apaixonamos pela personagem ou pelo autor.
Em ambos os casos é sempre ficção,
é sempre a nossa imaginação a funcionar.
É imperativa a presença física. O conhecer pessoalmente.

Outra questão que se coloca a
tendência de transportar o que leem 
para a vida real.
Ex: - o que escreveste dizia-me respeito?
O que ele ou ela escreve diz-me respeito,
afirmas na tua cabeça.
- li o teu blog, está tudo bem?
Não admites a ficção e tu é que estás
doente. Dizer-to não adianta. É a nova 
doença: a Internet. O Monstro. O Guru.
- o quê!? Isso aconteceu, mesmo?
Esquece, é impossível explicar-te.
Eu não sou esse. Eu não sou essa.
Estás enganada. Estás enganado.
Esquece!
Eu não sou esta na fotografia.
Então, vou tirar a fotografia, mas tu
irás continuar a dizer que sou eu.
Doentio, não achas?



Há que separar os dois mundos - virtual e real.
Daí a coerência dos nicks.
O blog é um passatempo e como tal só assim pode ser encarado.

Passem bons momentos a ler os blogs que gostam.
Mas o mundo está lá fora
(trintapermanente in do mal o menos)



As  pessoas entram na tua vida e não é por acaso.
Para alguém entrar na tua vida tens de saber quando, 
onde e como. Não vale a pena especulações primárias  
de eu sei que sim  ele quer ou ela também quer, 
tens de o ouvir de viva voz. Eu conheço não conhecendo,
podes apenas supor aquilo que, obviamente, não sabes.
Não vale a pena espreitar a sua vida, o que faz, 
a família, os amigos, as voltas e a dança do caminho 
traçado por ti e só por ti.
Para amar são precisos dois. 
Podes imaginar mas nunca poderás tocar.
Isso leva-te onde?


A lugar nenhum. Continuas a espreitar pelo buraco da 
fechadura na luta inglória de que um dia, talvez um dia,
aquela pessoa que ali está e não podes ter, venha a olhar-te 
num qualquer olhar furtivo.

O sexo, o amor não se compra, não se força,
está ali e tu darás por isso quando ele te tocar.
Não precisas imaginar.

Ele está ali e não é teu.
Continuas a espreitar e isso é doença.


Qualquer pessoa que use um nick ou mais do que um e queira
manter o anonimato não pode ser forçado a retirar a/as máscaras.
Eu sou eu e não sou obrigado nem a escrever-te, nem em dizer
quem sou, nem a combinar encontros contigo, nem a entender-te.
As feridas só tu as podes curar. Só tu te feriste. Sozinho ou sozinha.
As palavras são as palavras, um blogger não é obrigado a curar as feridas
 que não provocou.
"E aos outros disse nada" é o meu lema.

Ponto final.

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