crimes em directo online via facebook


acabado de chegar do estrangeiro, qual não é o meu espanto quando vejo que ninguém fala, parecendo desconhecer, as violações e crimes em directo (online) via Facebook.
todos podem ver. é o delírio! nos Estados Unidos da América, o Trump deixou de ser notícia, a noticia agora é como acabar com aquela coisa do Facebook, inventada pelo atrasado mental do Zucker qualquer coisa,  que se dá pelo nome de Facebook Live.

aqui andam todos excitados com a Baleia Azul. peanuts, meus queridos, comparado com o Facebook Live. lá, no Facebook da nossa paixão, onde encontramos os vizinhos de há trinta anos, entretanto a viverem no Butão e ai que bom, que bom, encontrei a minha prima que não nos falávamos desde que nasci, ai que bom que bom, troquei umas palavras com um antigo namorado da Escandinávia, fiquei com o número de telefone e se ele algum dia vier a Lisboa com a mulher e os filhos, estou a pensar levá-lo ali ao Cais do Sodré à Pensão do Amor e assim recordar-lhe o tempo em que ele cá esteve quando eramos namorados e preferiu ir até às bardajonas do Cais do Sodré a estar comigo.  «vês como está tudo mudado?» já não há bardajonas, lembrar-lhe o mal que fez dessas vez, quando me trocou pela tal. nunca o esqueci, esse é o problema. encontrá-lo no Facebook, foi milagre...

desviei-me do assunto, desculpem quem ainda tem a pachorra de me ler.
continuando: por cá. os jornalistas das diversas estações não dão notícias sobre o Facebook Live, estão mais entretidos em espalhar notícias falsas, apanhadas no FB, ou em qualquer rede social, notícias essas que eles sabem ser falsas e mesmo sabendo que as notícias são falsas mandam-nas para o ar, vindo dizer mais tarde: eu sabia que tal notícia era falsa, mesmo assim mandei-a para o ar, a tal notícia falsa.  os tipos devem ter uma pistola apontada à cabeça que os obriga a difundir a tal notícia falsa aos telespectadores.

voltando ao Facebook Live.  a grande moda são os tais crimezitos em directo, violações, espancamentos, coisas assim de menor importância. o terrorismo islâmico, peanuts my dear. tu podes estar ali, a ver o vídeo  do gajo que matou o avô, com requintes de malvadez , sentado confortavelmente no sofá da tua sala. vejam só o dramático da coisa. obviamente há muito tipo marado na Internet, posso afirmar que este novo negócio de crimes em directo, será seguido por outros tantos psicopatas assassinos e a coisa tornar-se-á viral, sendo que preconizo desde já,
ter o tal de Zucker qualquer coisa, criado o negócio do século. os crimes em directo vão passar a consumo obrigatório dos pedófilos, há-de aparecer algum para fazer um videozito. os tipos com doença mental, os violadores das quintas-feiras, toda essa gente e toda a gente, vai ganhar milhões. certo?
certo!


esperem para crer! na rede social Facebook, é proibido exibir mamas ou pipis, mesmo que as mamas ou os pipis sejam obras de arte ou fotografias de famosos fotógrafos. os crimes em directo é outra coisa. talvez haja um qualquer efeito pedagógico, assistir a oito ou quinze ou vinte minutos de uma violação coletiva, um suicídio, estar do lado de cá e gritas mata-te! mata-te, enquanto o tipo se decide a dar o tiro na própria cabeça, ou não.
isso tudo ao som de uma canção favorita do executor.
parabéns!

 Bernard Herrmann - I Still Can't Sleep - Diary of A Taxi Driver - Taxi Driver Theme

"Loneliness has followed me my whole life. Everywhere. In bars, in cars, sidewalks, stores, everywhere. There's no escape. I'm God's lonely man... June 8th. My life has taken another turn again. The days can go on with regularity over and over, one day indistinguishable from the next. A long continuous chain. Then suddenly, there is a change."
Taxi Driver